“We are the sum total of our experiences. Those experiences – be they positive or negative – make us the person we are, at any given point in our lives. And, like a flowing river, those same experiences, and those yet to come, continue to influence and reshape the person we are, and the person we become. None of us are the same as we were yesterday, nor will be tomorrow.” - B.J. Neblett
Nestes últimos tempos, tenho sido invadida por um pensamento recorrente: em como somos, maioritariamente, o produto das nossas experiências e das atitudes dos outros para connosco. É algo bastante óbvio, eu sei, mas, de facto, raramente temos a noção do impacto que podemos ter noutra pessoa e, à s vezes, uma pequena ação da nossa parte pode mudar alguém por completo e a perceção que essa pessoa tem do mundo. Eu, por exemplo, sou uma pessoa muito diferente da que era no inÃcio deste ano.
Há pouco mais de um ano, conheci alguém que redefiniu muito de quem sou. Conheci alguém que nunca teve medo de arriscar, alguém que passou por experiências das mais inacreditáveis, alguém que me tratou como filha e que acreditou em mim e todo o meu potencial. Esse alguém fez o que podia, e o que não podia, para me ajudar a alcançar os meus sonhos e, mais importante, fez-me acreditar, pela primeira vez, neles. Foi essa pessoa que me fez publicar os meus vÃdeos no youtube, foi com ajuda dessa pessoa que ganhei coragem para voar para Inglaterra e foi essa pessoa que me fez ir parar ao Brasil. Sempre fui uma pessoa bastante insegura de mim até recentemente e ele é, também e em parte, responsável por esta mudança. Nunca pensei dizer isto, mas orgulho-me, genuinamente, da pessoa que me tornei em alguns aspetos da minha vida, sobretudo pela minha independência. Claro que nunca somos totalmente independentes e claro que tenho sempre quem me ajude quando preciso, mas estou bastante convicta que atingi um bom nÃvel de independência (e não falo só de financeira, falo em grande parte em independência emocional) e que só preciso de contar comigo para ser feliz (e não estou a dizer que não preciso da minha famÃlia e dos meus amigos, vocês percebem). E, neste momento, estou apenas focada nisto: no que é melhor para mim, nos meus sonhos, na minha felicidade.
Sempre me disseram que antes de amar alguém temos de nos amar a nós próprios e, sinceramente, não podia ser mais verdade. E acho que esta foi a questão em que mais mudei nos últimos anos. Sempre tive uma obsessão ridÃcula com o amor. Sempre acreditei que o propósito da vida era esse e que “a melhor coisa que vais aprender é amar e ser amado de volta” (estou a ouvir os meus irmãos a suspirarem) e sempre fui muito Christian na vida (atenção, nunca fui desesperada por arranjar alguém!). E, se calhar, é verdade, mas o amor próprio é tão, ou mais, importante. Ninguém precisa de outra pessoa para ser feliz, ninguém tem de depender de alguém para o que quer que seja e ninguém tem de se rebaixar por ninguém. E isto foi o que mais me custou a aprender. Que dar tudo de nós nem sempre é o suficiente para sermos valorizados ou, sequer, o mais correto. O que damos tem de ser proporcional ao que recebemos. Sempre. E isto pode parecer frio mas é a única maneira de os vossos atos terem algum valor. Quem vos tem como um dado adquirido nunca vai fazer o mÃnimo esforço. E é esta a verdade. E não digo que as pessoas não gostem de vos ter nas suas vidas, mas gostam pelo que fazem ou pela pessoa que são? Alguém me disse há uns tempos “ser boa pessoa tudo bem, mas ser burra, não” e, à s vezes, é difÃcil apercebermo-nos do limite, mas a realidade normalmente chega como uma chapada na cara.
Todos somos o conjunto das nossas vivências e isso é o que nos torna tão complexos. Quantos de nós não fomos a causa de choro de alguém, de um sorriso apaixonado, de uma depressão, de risos intensos que provocam dores na barriga, de conforto e de felicidade? E quantos de nós pararam para pensar no impacto das nossas ações na outra pessoa? “Somos eternamente responsáveis por aquilo que cativamos” e, parecendo que não, é das maiores responsabilidades que levamos para a vida.




