Acordou estremunhada e levantou-se sem pressas. Passaram-se, exatamente, 32 dias. Tinha-os contado, um por um, os dias sem o ver, sem lhe falar. Acreditava não ter mais necessidade dele. Acreditava não sentir nada para além de indiferença. Acreditava que, finalmente, toda a esperança, todo o carinho, toda a mágoa, tivessem desvanecido.
As férias da realidade haviam
findado e, assim, começava o que ela esperava ser uma oportunidade para se
reencontrar. Abriu a primeira gaveta da cómoda, a segunda, as portas do
armário. Percorreu toda a sua roupa até encontrar uma combinação que lhe
agradasse, que lhe acentuasse as curvas e o espÃrito vitorioso. Calçou as botas
de cano alto, maquilhou-se e deu volume ao cabelo, enquanto se convencia que
não o iria ver, que não iria ceder.
Saiu de casa, fez o seu caminho
até ao longo escadório. Desceu as escadas, uma por uma, estipulando as vezes
que por ali já teria passado.
Demorou cerca de uma hora até se conseguir levantar. O verão tinha terminado levando, consigo, toda a sua vontade de voltar à rotina. Vestiu a primeira coisa que encontrou, lavou-se, calçou uns ténis e saiu. Não se podia esquecer da comida que tinha de comprar quando regressasse. O seu frigorÃfico estava vazio. Andou a passo lento até que começou a subir as escadas.
Demorou cerca de uma hora até se conseguir levantar. O verão tinha terminado levando, consigo, toda a sua vontade de voltar à rotina. Vestiu a primeira coisa que encontrou, lavou-se, calçou uns ténis e saiu. Não se podia esquecer da comida que tinha de comprar quando regressasse. O seu frigorÃfico estava vazio. Andou a passo lento até que começou a subir as escadas.
Ia saltando os degraus, como sempre fazia, acompanhando uma
melodia qualquer que a sua mente cantarolava. Estava feliz por voltar. Era um
novo começo. Mas… tudo parecia ter o toque dele.
Estava farto de subir. Amaldiçoava todos os degraus que
pisava. Levantou os olhos. Viu-a. “Merda…” pensou para si.
Sentiu um murro de ar no estômago quando reparou nele. Todo um calor percorreu-lhe o corpo, acelerando-lhe a respiração. “Merda…”. Estavam quase a cruzar-se. Sentia o seu cheiro, sentia peso dos olhos dele postos nos dela, sentiu que, se começasse a falar, o coração lhe sairia disparado pela boca.
Sentiu um murro de ar no estômago quando reparou nele. Todo um calor percorreu-lhe o corpo, acelerando-lhe a respiração. “Merda…”. Estavam quase a cruzar-se. Sentia o seu cheiro, sentia peso dos olhos dele postos nos dela, sentiu que, se começasse a falar, o coração lhe sairia disparado pela boca.
Tinha enterrado o assunto depois da última vez que falaram.
Não esperava vê-la tão cedo. Achou que estivesse bonita. Provavelmente,
teria, também, esquecido a conversa que tiveram. Tinha um ar feliz. Sorriu e cumprimentou-a.
“Olá!” foi o mais natural que consegui ser. Sorriu-lhe e rezou
para que não reparasse no impacto que ainda tinha nela. Continuou a andar,
passando por ele. O seu cheiro intensificou-se e foi assim que descobriu que
estava condenada a amá-lo.
Passou por ela. Provavelmente, tinha ultrapassado a situação.
Os degraus pareciam não ter fim.




