Esta semana recebi imensas
mensagens relacionadas com o texto sobre o bullying, pelas quais estou
imensamente agradecida. Bem, em algumas delas, foi-me pedido para falar um
pouco mais sobre quem sou, o que faço e do que gosto. Por isso, decidi
partilhar com vocês 10 factos sobre mim. Aqui vai:
1 – Super Geek
Adoro Harry Potter (sim, gosto
mais dos livros), Lord of the Rings, Star Wars, As Crónicas do Gelo e do Fogo
(e série também, claro), Disney (incluindo, aqui, MCU). Cresci a jogar consolas.
Sou viciada em séries, em livros e em tecnologia. Sou, também, uma geek de
musicais e é o merchandising de todas estas temáticas que me vai levar à
falência.
2 – Demasiado polivalente
Se me perguntarem o que gostava
de fazer da vida, o que me vai sair disparado vai ser “cantar!”. É o meu sonho,
desde que me conheço. No entanto, sou estudante de doutoramento na área das
ciências da saúde – investigadora num grupo de bioinformática – e também gosto
do que faço. Decidi, quando era mais nova, que gostava de dedicar a minha vida
profissional a ajudar a os outros de alguma maneira e, por outro lado, adoro
programar. Também adoro desenhar, adoro pintar, fotografar, trabalhos manuais, escrever…
E safo-me razoavelmente bem nisto tudo, mas, com gosto de demasiadas coisas e
não sou excelente em nenhuma delas, e por ser extremamente perfeccionista,
acabo por não fazer nenhuma delas.
3 – A minha música preferida é:
Defying Gravity, muito pela mensagem de libertação. No
entanto, gosto de músicas de vários géneros. Ouço desde Amy Winehouse a
Broadway, de Led Zeppelin a música acústica. Depende muito do meu estado de espírito.
E sou capaz de passar umas semanas a ouvir sempre as mesmas coisas.
4 – Falo demasiado
Acho que é o meu maior defeito e está relacionado com várias
coisas. Às vezes, falo porque sou péssima a guardar segredos. Às vezes,
falo porque não penso. E, às vezes – a maior parte delas –, falo como mecanismo
de defesa. Sou bastante insegura de mim e, principalmente quando conheço
pessoas, nunca sei muito bem que dizer e tenho uma grande de necessidade de me
dar bem com todos. Então falo sem filtros (até porque não tenho problema de falar
de nada, incluindo sexo) e sempre em modo de piada, o que faz parecer que sou
bastante sociável e alegre. Aliás, quando as pessoas são tímidas, sou capaz de
falar tanto ao ponto de me sentir estúpida com o que estou a dizer. De facto,
sou simpática com toda a gente e consigo sempre meter conversa, mas só me abro
com meia dúzia destas pessoas, só meia dúzia de pessoas é que sabe que não sou
assim tão alegre e que sou muito mais emocional/sentimentalista do que posso
parecer.
5 – Não posso falar sobre o Universo
Normalmente, não falo muito sobre a minha saúde mental, muito
por as doenças mentais não serem bem compreendidas pela sociedade, apesar de
não ter problemas em conversar sobre isto (se tiverem interesse numa publicação
sobre a minha perturbação obsessiva compulsiva, comentem). Bem, comecei a ter
ataques de pânico, relacionados com o medo de morrer, aos 12 anos, quando fui,
pela primeira vez, confrontada com a ideia do nascimento e da finidade do
universo. Apercebi-me da efemeridade da vida, que a qualquer momento tudo vai
desaparecer. É uma verdade certa. O sol vai explodir um dia, a terra vai
desaparecer, a vida que conhecemos, vai também, ter um fim, tal como,
possivelmente, o universo. Isto, o medo
do nada, de deixar de existir, ficou infiltrado em mim. Cresci com ataques de pânico,
para além dos comuns ataques de ansiedade, que duram poucos segundos. Segundos
de horror que são caracterizados por uma enorme descarga de adrenalina, que
leva a gritos, espasmos, e à perda de qualquer capacidade de pensar. Segundos
depois, volto ao normal, mas extremamente cansada. Já não tenho um ataque de
pânico há meses, mas falar do universo – ou simplesmente de morrer – são coisas
que afetam bastante e podem despoletar um ataque a qualquer altura. (Nunca me levem a ver as estrelas!)
6 – Durmo com a Nala e com a Brownie
Sim, a Nala e a Brownie dormem na minha cama e o único problema
que tenho com isto é que, às vezes, ocupam até o meu lugar!
7 – O que me atrai numa pessoa é:
Muita coisa, mas tenho um padrão! Se o rapaz for tímido,
inteligente, com sentido de humor, com um ar fofo e não me ligar nenhuma nem
ter o mínimo interesse em mim, é meio caminho andado para o meu coração. É verdade!
Atraio-me muito mais facilmente por pessoas com quem não tenho hipótese, do que
por aquelas que vêm falar comigo a dizer que sou linda, inteligente, o que for.
Não sei se é um mecanismo de autossabotagem emocional, se é pelo desafio, por aqueles picos de histeria quando recebo um bocado de atenção, ou
pela mais pela necessidade de “mudar” as pessoas. Não faço ideia. Mas sei que
quando gosto a sério de alguém, essa pessoa vai consumir cada centímetro de mim.
Vou fazer tudo pelo seu bem-estar e vou pô-la antes de mim. Vou pensar nela
desde que acordo até que me deito. Sou extremamente dedicada, mas com isto, não
quero dizer que quando gosto de alguém penso num futuro com essa pessoa, em viver
ou em casar, credo, não! Gosto de viver os dias um de cada vez, sem pressões,
com calma.
8 - Não sou religiosa
Acho que nunca acreditei muito em Deus, mas qualquer réstia
de crença acabou muito cedo, ainda no segundo ciclo. Para mim, na altura, não
fazia qualquer sentido o pai natal não existir, a magia não existir e Deus, por
alguma razão, ser real. Justifico, também, a minha incapacidade de qualquer
tipo de crença, com o facto de ser cientista. No entanto, não tenho nada contra
as pessoas acreditarem e respeito. Espero é que me respeitem a mim também, o que
poucas vezes acontece.
9 – A palavra que me descreve é:
Complicada. Sou um poço de complicações. Sou muito emocional,
sou indecisa, demasiado dramática, sou ciumenta, sou controladora, sofro por antecipação,
preocupo-me muito com os outros e acabo por nunca dizer que não a ninguém,
mesmo que isso implique fazer o que não quero. Isto tudo faz com que o meu
estado de humor e as minhas ideias variem rapidamente, às vezes em segundos. É
muito fácil magoar os meus sentimentos e, se o fizerem, provavelmente não vou
dizer, vou acumular até um dia ter de explodir. Quando isso acontece, é para
fugir.
10 – O mais importante para mim é:






















