AUTCH

outubro 21, 2018



Quinta, estive com os meus colegas de doutoramento, pela primeira vez em quase um ano. Quinta, foi a altura de fazer o update do que se tinha passado comigo nestes últimos meses. Criei laços fortes, com alguns deles, no decorrer do período letivo, principalmente por estarmos num programa doutoral de 3 universidades diferentes e termos chegado a viver juntos, durante algumas semanas.
Bem, quem me conhece, ou quem lê o meu blog, sabe que não tenho problemas em partilhar nada, desde que essa partilha não interfira com a privacidade de outras pessoas que possam estar envolvidas nas minhas histórias.  No final do meu pequeno resumo, cheio do meu drama habitual, todos se estavam a rir dos meus eventos peculiares.

A verdade é que tenho uma tendência enorme em fazer coisas incrivelmente estúpidas. Sou muito impulsiva, sinto com demasiada profundidade, vivo a dramatizar o que prevejo que vá acontecer. Para terem uma noção, quando gosto de alguém, por exemplo, perco horas a imaginar todos os diálogos possíveis que poderei ter com essa pessoa. Em determinadas alturas, chego a sonhar com possíveis encontros, possíveis momentos e, até mesmo, com conversas. Sou assim com qualquer questão importante para mim. Por outro lado, o drama também gosta de vir ter comigo.

Depois destas conversas, fiquei a pensar quais serão as coisas das quais mais me envergonho. Acho que não há nada que me envergonhe mais que ler os meus antigos diários (e aqueles rapazes fantásticos de quem gostava na altura?). No entanto, apesar de não serem todas culpa minha, aqui vão 5 das várias histórias que me envergonham:



- Pedir pessoas em namoro por SMS


Sim, pessoas, porque isto aconteceu não uma, mas duas, sim, DUAS, vezes.  E o melhor – pior – é que nunca tinha estado fisicamente com nenhuma delas. Nada. E zero sinais de que eles gostavam de mim, também. Recebi duas tampas, obviamente. Um facto engraçado é que, um dos pobres coitados que recebeu uma destas mensagens, começou a namorar com uma das minhas melhores amigas no dia seguinte. Eram outros tempos, tá?


- Declarar-me por cartas ou emails


Eu gosto de escrever, okay? E sou extremamente parva. Não façam isto, por favor! Ou façam, se quiserem. Arranjem a maneira que melhor vos define para exprimir o que sentem, sempre. Não guardem. Mas se usarem uma destas maneiras, não contem a ninguém. É provável que gozem com vocês para a eternidade.


- Cantar a música do nénuco Pirulin Pipi na FNAC.



Cantar é sempre divertido, não importa o quê.  Adoro cantar! E se me pedissem para ir cantar isto outra vez, ia, sem pensar duas vezes! Mas os meus colegas adoraram este momento.
 

- Cumprimentar pessoas que não conheço por achar que são outra pessoa

Isto não é culpa minha, mas dá origem a momentos verdadeiramente vergonhosos! Acho que quem vê mal vai, provavelmente, relacionar-se com este problema. As minhas lentes têm 11 dioptrias, que penso que serão 13, quando convertidas para as lentes dos óculos. Por isso, confundo muitas vezes pessoas e é a razão pela qual nunca cumprimento quem conheço na rua – eu não vejo ninguém que passa por mim (e nunca cheguem antes de mim quando marcarmos alguma coisa, por favor! ODEIO PROCURAR PESSOAS).


- Abrir fotos menos decentes nos ecrãs do trabalho


Trabalho imenso no Photoshop e, normalmente, nunca abro o programa diretamente (clico na foto, “Abrir com” e toca a andar). Há umas semanas, ia começar um projeto novo e lá abri a nova versão do Photoshop, enquanto trabalhava com uns dados em excel noutro ecrã. De repente, um colega exclama “Eh lá, estás bonita! Mas o que é que ele está a fazer aí no meio?”. O que eu não sabia é que a nova versão do Photoshop mostra as fotos que estivemos a editar recentemente. Normalmente, não gosto das golas das camisolas nas minhas fotografias. Tiro-as, edito as fotos para não ficarem indecentes, e publico. O meu colega viu os raw files no ecrã. E, o mais giro, é que tinha a foto de um rapaz, que tinha andado a editar para outros trabalhos, no meio delas.


Não é assim tão mau, tenho histórias piores, melhores, mas decidi partilhar estas. São algumas das que me fazem querer ser avestruz e esconder a cabeça num buraco! 

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